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Operação tapa-buraco
Ciro Câmara
da Redação
O gramado do Castelão passa por uma verdadeira operação tapa-buraco. A medida movimenta cerca de 100 homens trabalhando dia e noite para melhorar um pouco a qualidade do gramado. A corrida é para deixar o campo pronto para o jogo do Fortaleza, sexta-feira
20/05/2008 00:48
Cerca de 100 trabalhadores começaram, ontem à tarde, obra para tentar dar um "jeitinho" no gramado do Castelão(Ftoo: ALEX COSTA) O ritmo das pás e enxadas é silencioso, mas constante e frenético. Penetra na camada de areia, recolhe parte do material e despeja no carrinho. Dali segue por um caminho de madeirite até o caminhão-caçamba. Tudo comandado por mãos hábeis, calejadas, que parecem não cansar nunca. A descrição típica de qualquer obra de construção civil desde ontem - acredite se quiser - pode ser aplicada ao gramado do estádio Castelão.
A repercussão da disposição de camadas de areia na parte mais castigada do campo - na partida entre Fortaleza e Paraná, sábado - foi tão negativa que a Secretaria do Esporte (Sesporte) precisou agir às pressas para tornar o espaço apto à prática do futebol. Em reunião ontem pela manhã com o Departamento de Edificações e Rodovias (DER), o secretario Ferruccio Feitosa decidiu pela mini-reforma na parte mais crítica do campo, encharcada pela água acumulada das últimas chuvas. Com isso, desde a tarde de ontem, uma verdadeira operação tapa-buraco toma conta do Castelão.
A medida transformou o gramado em canteiro de obras. Cerca de 100 homens trabalham em regime de 24 horas para recompor a grama e recuperar falhas no sistema de drenagem a tempo do jogo do Fortaleza contra o Gama, sexta-feira. O plano é retirar toda a massa de sedimentos compactados que impedia o escoamento da água das chuvas para os drenos e colocar brita e areia grossa no local - uma faixa de 11m x 80m, ou 600m2, à direita das cabines de rádio.
As escavações entraram pela noite e a expectativa é que hoje à tarde o buraco esteja preenchido e um novo tapete de grama - vindo do Rio Grande do Norte - seja colocado no campo. Depois é regar a área e rezar para que as chuvas diminuam. Ferruccio garante que o local estará pronto na sexta. O engenheiro do DER responsável pela obra, Joaquim Manoel, destaca que "só um dilúvio" impediria a conclusão da mini-reforma, mas reconhece que o prazo "correto" para a obra seria de 15 dias.
As falhas na drenagem do Castelão saltaram aos olhos com a intensificação do período chuvoso em 2008. Como utilizaram argila para cobrir os drenos abaixo do campo, na reforma de 2002, a água não escoa corretamente, ocasionando o encharcamento do gramado. A Sesporte calcula que o gramado precisaria de uma reforma de oito meses para voltar ao melhor estado. Enquanto isso, o jeito é apelar para medidas temporárias. "Não resta dúvida que é um paliativo. Não é nada definido até porque não temos tempo", admite Ferruccio.
Agora é olhar para o céu e pedir para que São Pedro dê um tempo nas chuvas. Afinal, os torcedores não podem pagar pela irresponsabilidade dos dirigentes e engenheiros que acabaram com um dos melhores gramados do Brasil.
E-MAIS
Árbitro de Fortaleza x Paraná, Luiz Flavio de Oliveira (SP) criticou o campo na súmula da partida. "O gramado estava ruim. Grama alta, vários buracos, muitos deles cobertos com areia. Solo com muita lama, dificultando o transcorrer da partida".
O engenheiro responsável pela obra, Joaquim Manoel, garante que a disposição de areia sobre o gramado do Castelão no sábado foi uma medida acertada, tal o estado de encharcamento do campo. "Não tinha outra coisa a fazer".
O orçamento para as obra emergencial não foi estipulado. Funcionários do DER e de duas outras empresas trabalham no local.
OS PASSOS DA REFORMA
1 - Retirada de todo o material compactado do solo (argila) até encontrar o dreno - cerca de um metro de profundidade
2 - Lavagem do "bidin", espécie de tela que reveste o dreno
3 - Preenchimento do buraco com três camadas de sedimentos - brita, acima do dreno; areia grossa, na parte intermediária; e areia vermelha, já na parte colada ao campo
4 - Disposição do tapete de grama na parte reformada
5 - Irrigar intensivamente e com nutrientes o campo, para fixar a grama no solo
Fonte: DER
O POVO já havia mostrado a necessidade de reformas. No dia 29 de abril, foi publicada matéria com o resultado do laudo dos técnicos da UFC, que analisaram o campo de jogo do Castelão. O laudo atestou a necessidade de interdição por até 10 meses, para reformar o sistema de drenagem. O secretário de esportes, Ferruccio Feitosa, culpou o governo anterior pelos problemas.
Carrinho vai, carrinho vem
Cerca de 100 homens trabalham 24 horas na recuperação de parte do gramado do Castelão. A primeira tarefa é retirar a argila que impede o escoamento da água das chuvas para os drenos. As pás e enxadas enchem os carrinhos a todo instante
O material recolhido é transportado nos carrinhos através de um caminho de madeirites dispostas pelo gramado. Funcionários do DER e de duas empresas de construção civil se revezam nas obras no gramado do Castelão
A argila é acumulada na lateral do campo e depois colocada em caminhões-caçamba. O buraco formado será preenchido por materiais próprios para o escoamento da água e um novo tapete de grama de 600m2 será colocado na parte reformada, à direita das cabines de rádio.
(Jornal o Povo)

A atual e a ex-administração da Secretaria do Esporte divergem sobre o estado do gramado do Castelão
A polêmica em torno das condições do gramado do Estádio Castelão está mais acesa do que nunca. Enquanto a Secretaria do Esporte (Sesporte) estuda uma maneira de processar a empresa responsável pela reconstrução da drenagem e do gramado na reforma de 2002, Lúcio Bonfim e Antero Coelho Lima, dois dos engenheiros responsáveis pela obra, afirmam que a culpa de tudo é da atual administração, que não fez a manutenção de forma correta.
O titular da Sesporte, Ferruccio Feitosa, enviou o caso ao setor jurídico da Secretaria a fim de encontrar uma maneira de responsabilizar a empresa paulista Varca-Scatena pelos danos no gramado do Castelão. No entanto, como já se passou o período de cinco anos, não caberia mais nenhum tipo de questionamento. ´Estamos estudando uma forma de conversarmos amigavelmente. Se não for possível, buscaremos uma saída jurídica´, diz Ferruccio.
Contestação
Entretanto, a opinião de quem trabalhou na época da reconstrução do estádio é bem diferente. Conforme e-mail enviado ao Diário do Nordeste por Lúcio Bonfim e Antero Lima, ´o que está ocorrendo no gramado do Castelão é resultado de um longo processo que se iniciou nos últimos dois anos, quando não se priorizou a manutenção do estádio. A atual administração orientou os funcionários que mantêm o gramado há trinta anos a não usarem água da Cagece por causa do preço, limitando suas tarefas ao uso da água dos poços, sabidamente insuficientes para a manutenção do gramado´.
De acordo ainda com os dois engenheiros, ´como o período chuvoso foi fraco em 2007, o lençol freático estava baixo e não havia água suficiente. O gramado, então, começou a ser mal tratado. Havia recursos somente para usar o fertilizante e não tinha recursos para o veneno, o que veio a enfraquecer a raiz da grama, tornando o gramado mais frágil. Quando a equipe de manutenção do estádio tinha que usar o fertilizante era impedida, pois o estádio tinha sido liberado para rachas noturnos dos amigos da Secretaria ou do Governo´.
Além disso, eles garantiram que ´a máquina de cortar grama não era mais usada porque estava quebrada por falta de dinheiro para o conserto. Passou-se a usar a máquina manual, que tem qualidade de corte inferior e demanda mais tempo. A área atingida em que se necessitou colocar areia para diminuir o atoleiro anterior decorre de um entupimento no tubo de drenagem que está represando a água, facilitando a formação do atoleiro´.
Íntegra
A íntegra do e-mail pode ser conferida no blog do editor do caderno Jogada, Daniel Praciano, cujo endereço é ´blogs.diariodonordeste.com.br/daniel´.
O secretário Ferruccio Feitosa reagiu com indignação às acusações feitas à sua administração. ´Isso é uma leviandade. Nunca houve jogo noturno que não os oficializados pela FCF. Temos as contas arquivadas para provar que usávamos a água. A máquina elétrica não estava sendo utilizada por causa das condições do gramado: poderia afundar. Essa história de dizer que o problema surgiu nos últimos dois anos não é verdade. Todo torcedor conhece os pontos que ficam encharcados durante o inverno no Castelão. O problema é que, nesse ano, a situação se tornou mais grave por causa da intensidade das chuvas´. Ferruccio lembrou ainda que foram os técnicos da UFC, da USP e do DER que comprovaram que houve um erro grosseiro na reconstrução da drenagem em 2002´.
NOVA MEDIDA
Operários cavam grama e limpam drenos
Quase 72 horas após a medida apressada de colocação de areia grossa para mitigar falhas no sistema de drenagem do Estádio Castelão, a Secretaria do Esporte do Estado resolveu arregaçar as mangas e tomar uma providência igualmente paliativa, mas de maior alcance. O secretário Ferruccio Feitosa convocou engenheiros do Departamento de Edificações e Rodovias (DER), e mais técnicos e engenheiros das construtoras Fujita, GIF, Samaria, entre outras, para encontrar uma solução imediata, que permitisse a continuidade de realização de jogos da Série B do Campeonato Brasileiro naquele local.
Foram convocados para a reunião, o superintendente do DER, Quintino Vieira, engenheiros renomados como Cláudio Nélson, Artur Façanha, entre vários outros especialistas.
Por volta das 14 horas, havia um grande corre-corre no Castelão, com o trabalho de manutenção sendo executado por 100 operários, que revezaram o turno com mais 100 durante a madrugada para completarem o serviço que foi indicado.
Escavações
Do lado direito do gramado, na entrada da grande área, 100 homens fizeram escavações com um objetivo principal: retirar a argila impermeável que fica debaixo da grama, a qual impede que a água das chuvas chegue até os drenos. De acordo com o responsável pela obra de reforma, o engenheiro do DER, Joaquim Manuel, o material dos drenos se encontra em boas condições. “O grande problema é o solo impermeável”, reconheceu.
Os trabalhadores escavaram 80mx11, abrindo valas no sentindo transversal do gol, até atingir os drenos. O passo seguinte foi lavar o bidim (que é uma espécie de tapete de envelopamento do dreno). Além disso, foram colocadas mais brita e areias grossa e vermelha. Hoje, chegam 1000 m² de grama que foram comprados no Rio Grande do Norte. Destes, 600 m² serão colocados no local escavado. O lado esquerdo do campo não apresenta os mesmos problemas. A nova grama precisaria de 15 dias para se enraizar, porém será colocada às pressas para os jogos do final de semana.
PV
Ofuscado pelos problemas do Castelão, o PV tem novidade hoje. Às 14 horas, na sala vip do Ginásio Paulo Saraste, a Prefeitura Municipal de Fortaleza assinará de um convênio técnico com a Universidade Federal do Ceará (UFC) para a realização dos testes na estrutura de concreto.
Fernando Maia
Repórter
diario do nordeste


"Quem é Tony Blair? É o seu presidente

Obs.: Em entrevista à revista inglesa GQ, em 2006, mostrando desconhecer o primeiro-ministro britânico. [ Paris Hilton ]
"Como disse o Felipão, vocês vão ter de me engolir."
Obs.: No dia 20 de fevereiro, confundindo o autor da frase (que foi do técnico Zagallo), no Pânico na TV!, da RedeTV!
"Amigo, aqui não está só chovendo, está caindo água!" [ Galvão Bueno ]
"Rapaz, o Montoya passou a menos de 0,5 cm do carro do Shumacher... se é que existe menos de 0,5 cm." [ Galvão Bueno ]
A moto eu vou vender e o rádio eu vou dar pra minha tia."
Obs.: Ex-lateral direito do Botafogo, ao responder a um repórter o que iria fazer com o Motoradio que ganhou como prêmio por ter sido eleito omelhor jogador da partida. [ Josimar ]
"Quem é Tony Blair? É o seu presidente?"
Obs.: Em entrevista à revista inglesa GQ, em 2006, mostrando desconhecer o primeiro-ministro britânico. [ Paris Hilton ]
"Não há produção de óleo de peroba no Brasil capaz de lustrar tanta cara de pau." [ Heloísa Helena Lima de Moraes Carvalho ]
"Já falei com Vicente Fox, o novo presidente do México, para mandar petróleo para os Estados Unidos. Assim não dependeremos do petróleo estrangeiro."
Obs.: Primeiro debate presidencial, 10/03/2000. [ George W. Bush ]
"Temos perdido muito tempo a falar de África, justamente. A África é uma nação que sofre de uma incrível doença."
Obs.: Conferência de imprensa, 14/09/2000. [ George W.
"Para ser perfeita, primeiro teria de nascer morena. Hoje sou ajeitada." [ Carla Perez ]
"Hoje sou a Carla, não a dançarina do É o Tchan!"
Obs.: Sobre suas mudanças no corpo. [ Carla Perez ]
"Bebo-o porque é líquido, se fosse sólido comê-lo-ia. "
Obs.: Jânio em uma de suas frases memoráveis; pronunciou-a quando era presidente. [ Jânio Quadros ]
"A cachorra é um ser humano, e eu não hesitei."
Obs.: Sobre o uso de carro oficial para levar sua cachorra ao veterinário. [ Antônio Rogério Magri ]

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"Nós sofremos muito em 2003, porque pegamos a Casa depois de um vendaval como aquele que deu na Ásia."
Obs.: Em 2005, cometendo uma gafe ao confundir vendaval com o maremoto sofrido na Ásia. [ Lula ]
"O que aconteceu na Argentina é que o companheiro Menem assumiu a presidência da Argentina e está mudando não apenas a relação do governo com seu povo, mas está contribuindo para mudar a relação entre os Estados da América Latina."
Obs.: Em 2005, em fala improvisada no Fórum Social Mundial, trocando o nome do companheiro Kirchner pelo do companheiro Menem. [ Lula ]